Em ti...

 

Ilustração

...encontro a palavra, solta, invocada.
A palavra, ela mesma, que cria a luz do mundo.

O eu lírico que mescla o passado no presente,
avançando para um futuro sem regresso.

O tempo, desconsiderado da passagem,
e a casualidade arbitrária dos lugares incomuns.

O refúgio da interioridade, num mundo particular,
sem a impotência da dor, e a irritação das coisas com direção.

A metáfora, como analogia e transferência,
enobrecida e ornamentada, apreendendo o universo,
personificando-o, antropomorfizando-o,
criando a harmonia das relações desconexas.