...encontro a palavra, solta, invocada.
A palavra, ela mesma, que cria a luz do mundo.
O eu lírico que mescla o passado no presente,
avançando para um futuro sem regresso.
O tempo, desconsiderado da passagem,
e a casualidade arbitrária dos lugares incomuns.
O refúgio da interioridade, num mundo particular,
sem a impotência da dor, e a irritação das coisas com direção.
A metáfora, como analogia e transferência,
enobrecida e ornamentada, apreendendo o universo,
personificando-o, antropomorfizando-o,
criando a harmonia das relações desconexas.
