Janelas

 

Janelas

Não era alguém que bradasse para as janelas apenas por estarem altas demais. Olhava para cima e argumentava contra a decadência, o viver apressado, a violência e os encantos momentâneos. O conteúdo mais profundo e espiritual, da vida e da arte, predominava em si.

As janelas apresentavam-se como portais da destruição para o abrigo, da maldade humana para a humildade e do desenfreado para a liberdade real. Portais modelares e instrutivos porque atravessam todas as loucuras e seduções para entrar na paz e no valor transcendental.

Ali, nas janelas dos portais, livrava-se da ilusão da modernidade que pretendia desenvolver o ego. Ali, sabia que a sua causa não leva a nada se só leva a si mesma.